Em breve, site Trilhos do Rio !

Aguardem ... vem aí o site Trilhos do Rio, com muitas atrações e informações sobre os trilhos do estado do Rio de Janeiro !

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Informações e curiosidades sobre estações, linhas e ramais existentes, ou desativados ...

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Transportes sobre trilhos é aqui: Trem, Bonde, Metrô, VLT e muito mais !

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Participe você também ! Colabore com informações, matérias e postagens !

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E isso é só o começo ... aguardem !

sábado, 30 de abril de 2016

Comemorar o quê ?

30 de abril de 1854

Há 162 anos era inaugurada a PRIMEIRA ferrovia do Brasil: a  Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petropolis, mais conhecida como Estrada de Ferro Mauá. Além da implantação de um sistema eficiente de transportes de carga e de passageiros, havia a integração entre o transporte marítimo e o ferroviário, com embarques em barcas modernas em um cais na cidade do Rio de Janeiro, e o transbordo para o trem em Guia de Pacobaíba, em Magé. Algo que até nos dias de hoje não é muito comum, mas bastante eficiente para a época e hoje, uma idéia à altura de um dos maiores empreendedores da história do país: Irineu Evangelista de Souza, o Barão e Visconde de Mauá.

É algo pra se comemorar ? Sim, e muito ! O Brasil entrou na era moderna com a implantação das ferrovias em solo nacional. E depois ?

Até 1958 a malha ferroviária nacional cresceu até atingir a marca de mais de 37.000 kms de linhas. E olha que nessa época várias ferrovias já haviam sido construídas e erradicadas, e muitas outras nem chegaram a sair do papel. É uma marca a se comemorar ? Sim, e muito ! E depois ?

Com a criação da RFFSA em 1957, o que era uma evolução de certa forma desorganizada teve a promessa de centralização, com a administração de quase todas as ferrovias Brasileiras sob o crivo de apenas uma companhia. Promessa de melhor administração, modernização, ampliação das ferrovias ... era algo pra se comemorar ? Sim ... mas e depois ?

Durante a gestão da RFFSA foi implantado pouco tempo depois de sua criação um Grupo de Estudos de Ramais Anti-Econômicos ou Deficitários. A função deste grupo era erradicar linhas ferroviárias consideradas não rentáveis ou obsoletas. Ao invés de se criar um estudo sério, onde ficaria claro que algumas linhas poderiam render mais se fossem modernizadas, se tivessem seus traçados readequados, se tivessem o material rodante (locomotivas, carros e vagões) renovados, simplesmente erradicaram linhas com pouco retorno financeiro (ninguém pensou na população dependente de transporte, apenas na carga que pudesse render receitas) e algumas que que davam certo retorno financeiro, foram simplesmente abandonadas, mantendo o serviço caótico, o que afastou os passageiros para outros meios de transporte. Comemorar o quê ?

Linhas e linhas foram sendo destruídas, com a promessa de nos seus lugarers construirem rodovias, o modo de se locomover do futuro. Realmente era uma previsão futurística: no futuro ficaremos presos nos congestionamentos, no futuro acidentes acontecerão causando perdas materiais e humanas, no futuro teremos prejuízos com cargas perdidas ou atrasadas ao chegar no destino ... comemorar o quê ?

As décadas foram passando, ferrovias sendo dizimadas, rodovias não foram construídas para as substituirem em alguns casos, populações foram migrando, lugarejos foram morrendo, pessoas foram perdendo o seu berço, a história de famílias sendo perdidas ... comemorar o quê ?

Dentre muitas outras, a Estrada de Ferro Rio d'Ouro, a EF Melhoramentos do Brazil, EF Príncipe do Grão-Pará, EF Cantagalo, EF Maricá e até a pioneira e preciosa EF Mauá foram sucumbindo, se acabando, abandonadas perante a um extermínio dos trilhos no Rio de Janeiro. Comemorar o quê ?

Trens de passageiros como o Vera Cruz (Rio x Belo Horizonte), o Santa Cruz (Rio de Janeiro x São Paulo), o Macaquinho (Rio de Janeiro x Mangaratiba), o Cacique (Rio x Vitória) e vários outros trens de média e longa distância foram sendo retirados de circulação. Próximo ao fim da RFFSA, um golpe de misericórdia: o trem Barrinha, que ligava Japeri a Barra do Piraí foi vítima de uma tragédia, que sepultou o serviço de vez, já interrompido algumas vezes antes pela própria RFFSA. Comemorar o quê ?

Passando o tempo, passando os meses, passando os anos, passando as décadas, a mentalidade aparentemente mudando, a mobilidade necessitando de transportes sobre trilhos, parecia que algo mudaria para melhor. E aí como não existia mais a RFFSA, que tinha sua função considerado como principal o transporte de cargas ao invés do de passageiros, foi a vez dos governos em diversas esferas fazer o seu sórdido papel, ao invés de fazer o que deveria: desorganização urbana, aglomeração populacional inadequada, má distribuição de riqueza, corrupção e desvio de verbas ... e com isso alguns trechos ferroviários foram sendo literalmente engolidos ou removidos: os trechos Santa Cruz x Distrito Industrial, Niterói x Visconde de Itaboraí, Magé x Visconde de Itaboraí, Campos x Guarus, Bonde de Santa Teresa ... comemorar o quê ?

30 de abril de 2016

162 anos depois, o que temos a se comemorar ? A expansão da Linha 1 do Metrô, conhecida por Linha 4, entre General Osório e a Barra da Tijuca ? Talvez ... a reativação dos Bondes de Santa Teresa ? Legal, pode ser. O Trem -Turístico Miguel Pereira x Governador Portela ? Quem sabe ? A implantação do VLT na zona Centro-Portuária da cidade. Legal. Mas e o sistema ferroviário/metroviário fluminense ? Está funcionando satisfatoriamente ? Certamente que não. As promessas de reativação de ferrovias históricas ou implantação de trechos turísticos sairão mesmo do papel ? Do jeito que parece, não sairão. Recentemente o fantasma de erradicação de linhas voltou, com o anúncio, da concessionária de transportes ferroviários que opera na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, de que uma das linhas poderá ter a circulação interrompida por falta de segurança para funcionar. Além de outros fatores, uma consequência de uma política irresponsável dos governos durante décadas e décadas.
Então, se nem em Guia de Pacobaíba, onde se celebra todos os anos a inauguração da EF Mauá e onde se fazem promessas de reativação; Guia de Pacobaíba, berço da ferrovia nacional; Guia de Pacobaíba, local onde está a primeira estação ferroviária do país e onde correu os trilhos pela primeira vez neste país; se nem lá houve celebrações neste dia de hoje, a pergunta que se repetiu durante todo esse texto é esta: COMEMORAR O QUÊ ? 


sábado, 19 de março de 2016

Trilhos: a volta dos que não foram !

Nas décadas de 1940, 1950 e 1960, com a implantação e incentivo à fabricação de veículos automotores (carros e caminhões principalmente), outros meios de transporte foram erroneamente "deixados de lado". Sem a modernização e manutenção necessária, os transportes sobre trilhos como os trens e principalmente os bondes, foram gradativamente sendo retirados de circulação.









Documentário sobre a erradicação dos Bondes nos Estados Unidos, dividido em 6 partes. O que aconteceu lá também aconteceu por aqui ...

Passaram os anos e décadas, e parece que FINALMENTE o país acordou para o erro cometido no passado: a extinção de milhares de quilômetros de trilhos em razão da implantação de uma política rodoviarista, que acabou por arrasar com a logística de transporte, com a economia, desenvolvimento e evolução do país. Mas não vamos comemorar pois ainda é um princípio do início do começo ...

Uma foto publicada por Trilhos do Rio (@trilhosdorio) em



Durante este período de mudança de visão, da extinção de ferrovias para a implantação das rodovias, alguns fatos curiosos vieram à tona. E quando se fala em vir à tona, isto não é força de expressão; muitas ferrovias tiveram seus trilhos retirados, mas em muito locais, eles não foram tirados do lugar ! Ou foram abandonados, largados à própria sorte tornando-se "presas facéis" de revendedores de metal para ferros-velho, ou removidos e reutilizados para diversos fins.

Uma foto publicada por Trilhos do Rio (@trilhosdorio) em



Neste último caso, entram também os dormentes: enquanto os trilhos removidos foram reutilizados como cerca de residências, vigas para construções, proteção de calçadas em esquinas ou obstáculos para estacionamentos e até bloqueio em acessos de comunidades dominadas por bandidos, os dormentes sem função ferroviária passaram também a ter vários usos, servindo até como adorno e decoração paisagística em jardins e parques.

Uma foto publicada por Trilhos do Rio (@trilhosdorio) em





Mas curiosamente, como muitos trechos de trilhos e dormentes não foram removidos, apenas ocultos, soterrados ou cobertos de asfalto, conforme foi passando o tempo eles foram ressurgindo, como "mortos-vivos" saindo de suas sepulturas.

Dormentes do antigo ramal de Tinguá da EF Rio d'Ouro, descobertos durante expedição da AFTR no trecho Cava x Tinguá, em Nova Iguaçu, em 2013. Foto: 'Dado' Eduardo P.Moreira
 

Trilhos na Praça Santos Dumont, na Gávea. Atualmente em parte da calçada, antigamente ficavam no asfalto da via. Foto: 'Dado' Eduardo P.Moreira (2016)

No decorrer de obras como as do BRT Transcarioca e adurante as obras da "Linha 4" do Metrô (expansão General Osório x Jardim Oceânico), na ocasião das escavações das ruas, os antigos trilhos de bonde apareceram. Infelizmente muitos foram removidos para a continuidade das obras, e seus destinos foram incertos.

 O pesquisador da AFTR Melekh mostra um dormente encontrado nas obras do BRT TransCarioca. Foto: 'Dado' Eduardo P.Moreira em 2014

 


Do lado direito de uma obra no Leblon, próximo às obras da estação Antero de Quental da "Linha 4" do Metrô, um trilhos de bonde ressurge. Foto: 'Dado' Eduardo P.Moreira em 2015

 Recentemente, uma dessas aparições tornaram-se as manchetes de primeira página de jornais: com a implantação do VLT - Veículo Leve sobre Trilhos (o bonde moderno) na região Portuária e do Centro da Cidade do Rio de Janeiro, muitos trilhos dos bondes antigos, com mais de 100 anos de idade, começaram a ressurgir. E muitos exatamente no mesmo traçado do atual percurso que o VLT irá passar. Ou seja: décadas depois de serem mortos e enterrados, os trilhos estão voltando, de onde nunca deveriam ter saído.

 Durante as escavações para obras do VLT, trilhos de bonde sepultados há décadas ressurgem para nos lembrar que os trilhos voltarão a dominar a paisagem da região. Na imagem, a região próxima à estação Central do Brasil.
Foto: Luiz Eduardo Rangel, em março de 2016

Que isso seja um sinal de que ainda há tempo para remediar os erros do passado. Há espaço de sobra para os trilhos: só falta consciência e boa vontade.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Razão e emoção na mesma linha

Desde o início das nossas pesquisas, em nome da competente equipe Trilhos do Rio, muitas coisas vieram à tona, muitos segredos foram revelados, muita informação foi divulgada e disseminada, frutos de intensa e determinada pesquisa em campo e em instituições históricas. Somos defensores de um sistema de transporte sobre trilhos como solução para diversos problemas, principalmente de mobilidade mas também de logística, saúde pública, desenvolvimento, equilíbrio ecológico, etc ... os benefícios são tantos, que parece até que os trilhos são endeusados ou humanizados, mas na verdade não é isso. São apenas noções lógicas de consciência. Não há exagero nem sentimentos irracionais ou preferenciais.



A população às margens da EF Cantagalo se despede do último trem a circular no trecho
Arquivo Pessoal Família Ponciano, fonte: Página Pró-memória Sumidouro


Entretanto, há algum tempo, vemos que diversas "forças ocultas" (as aspas são simbólicas, pois não são tão ocultas assim) nos espreitam, tentando acertar, seguir ou atrapalhar os nossos passos. Mas isso não nos fará sair da linha. E isso não é apenas linguagem figurada ...



Em Sumidouro, a população posa junto à locomotiva. É um último Adeus.
Arquivo Pessoal Família Ponciano, fonte: Página Pró-memória Sumidouro


Este texto e as imagens podem parecer um pouco confusos à primeira vista, mas ao final podem ler o título e verão que foi todo um resumo das sensações que passaram por nossas mentes nas últimas semanas.

 Arquivo Pessoal Família Ponciano, fonte: Página Pró-memória Sumidouro

Falar sobre sensações e momentos de objetos inanimados como trilhos e dormentes, máquinas como locomotivas, carros/vagões e trens, e unir a isso tudo momentos marcantes vividos pela população que se utilizou e beneficiou dos mesmos, podem parecer insanidade e fanatismo, mas vejamos de outra maneira, infelizmente de uma forma dramática ...

O último trem passa pela estação Murineli
 
Arquivo Pessoal Família Ponciano, fonte: Página Pró-memória Sumidouro

Na época de criação das ferrovias pelo estado do Rio de Janeiro, não houve um padrão na construção: diferença de bitolas, traçados não tão eficientes, interesses de fazendeiros e donos de terras por onde os trilhos passariam, relevo acidentado ... muito fatores influenciaram as estradas de ferro. Alguns desses fatores foram cruciais para a sua futura extinção: algumas ferrovias tornaram-se ineficientes, acabando por serem erradicadas.

Os trilhos da ferrovia sendo retirados e empilhados: a ferrovia cumpriu o seu papel.
Não pode mais, por motivos escusos.
Arquivo Pessoal Família Ponciano, fonte: Página Pró-memória Sumidouro

Muitas outras, como já foi comentado anteriormente em outras postagens, foram criminosamente "sabotadas": por diversos responsáveis, muitos trechos de trilhos foram "varridos do mapa" com a simples desculpa de que eram deficitários. Para chegar a essa conclusão e medida, simplesmente deixavam de lado a manutenção e investimento, não se modernizava e acabava por tornar-se um sistema sem condições de funcionar. A questão é que os trilhos foram enraizados na cultura Brasileira, há um certo "carinho" pelo "Trem Bão" como dizem os Mineiros, uma gratidão pelas máquinas que trouxeram progresso em praticamente todos os territórios por onde passaram. E isso de certa maneira dói no coração, é como se ao erradicar uma ferrovia que era rotina nas vidas da localidade, que ajudava até a regular os horários pela sua pontualidade, que traziam as boas e más notícias, que traziam informação e alimentos, que levavam e retornavam as pessoas e familiares queridos ... era como se estivesse sendo levado um ente querido, um parente próximo, alguém que fazia parte do seu cotidiano diário, todos os dias, e que agora possivelmente nunca mais seria visto.

 Enquanto a rodovia, concorrente em vantagem por não haver modernização da ferrovia, é construída, vê-se ainda ao lado os trilhos da desativada ferrovia.Arquivo Pessoal Família Ponciano, fonte: Página Pró-memória Sumidouro

Por isso as fotos retratadas nesta postagem nos emocionaram bastante. Não que não interpretemos os fatos pela razão, o fato é que a razão para o que ocorreu é que não faz sentido. Trens que circulavam cheios, transporte que beneficiava a população e que fazia parte da vivência local ... se algo está funcionando, pra que mudar ? Se algo não está dando certo, pode-se aperfeiçoar e torna-la novamente melhor utilizável. Então, qual a explicação para trens que "nos deixaram" como a EF Príncipe do Grão-Pará (Petrópolis), a EF Teresópolis (Teresópolis), EF Rio d'Ouro (trechos densamente povoados da Baixada Fluminense), EF Cantagalo (Nova Friburgo e cidades serranas), Linha do Litoral da EF Leopoldina (Macaé, Campos e Vitória-ES), EF Maricá (Balneários da Região dos Lagos) e tantos outros.

Um trem em Nova Friburgo fazendo uma tarefa ingrata:
enquanto se locomove, remove os próprios trilhos por onde passa.
Acervo Castro

Na época dessas erradicações, os veículos como carros e caminhões estavam sendo adotados em massa, e tornavam-se uma opção particular aparentemente mais vantajosa, havia (e ainda há) uma espécie de status por possuir um carro ... mas para ficar preso em congestionamentos, correr risco muito maior de acidentes do que numa ferrovia, não ter conforto como em alguns trens de passageiros e ainda poluir mais o ar que uma locomotiva a vapor ou a diesel ? Não vemos vantagem nisso. Estas e outras são as razões para lutarmos pelo verdadeiro desenvolvimento: transporte sobre trilhos. Pode envolver emoção, mas que nos leva à buscar e fazer predominar a razão.

Em frente a escola Arnor Silvestre Vieira em Parapeúna/RJ, os alunos foram se despedir do último trem que circulou no horário das 12 horas no dia 30/06/1970. Foi o último adeus da Maria fumaça...
Fonte: Facebook

Vejam bem estas marcantes imagens. São emocionantes, mas talvez são emoções que só quem luta pelos trilhos, quem viveu ou trabalhou nos trilhos ou que sabe que muitas soluções estão nos trilhos saberia dizer o que são estas emoções. Cenas que fazem parte de um passado que muitos de nós não vivemos, mas para quem viveu e mesmo quem não viveu essa realidade, continuaremos lutando para que muitos destes trilhos retornem.


E alguns já estão retornando ... aguardem as próximas postagens ...

sábado, 28 de novembro de 2015

Paranóia ? Coincidência ? Exagero ? Ou verdade ?

Algumas vezes pensamos que estamos sendo perseguidos, vigiados, monitorados ... quem nunca teve essa impressão ?
Com câmeras espalhadas nas grandes cidades, registros e documentos dos cidadãos sendo controlados, dados pessoais circulando e sendo até negociados entre empresas na internet, não tem como não pensar que a privacidade, a intimidade e a rotina das pessoas está à mostra de todos.
Aliás, com a internet, ferramenta que permite a comunicação e a informação circulando rapidamente através do mundo, a vida privada das pessoas passou a ser algo de dificil reserva. E isso se aplica também a nós, preservacionistas e pesquisadores ferroviários. Parece paranóico, mas explicarei que algo pode estar fazendo todo o sentido. Sim: podemos estar sendo monitorados e tendo nossos interesses sabotados ...

1-Trilhos da EF Rio d'Ouro, linha original, que partia da Quinta do Caju, seguia paralela à Av.Suburbana de Bemfica (com "m" mesmo) até Pilares e depois pela Avenida Automóvel Clube em direção à Baixada Fluminense.



Trilhos na Av.Dom Hélder Câmara, próximo à Maria da Graça
Fotos: Julio C.Silva


Após as notícias da aparição destes trilhos na pracinha, como se fossem mortos mal enterrados retornando ao mundo dos vivos, começamos a visitar o local para pesquisa, registros e confirmações, e começamos a bolar algum projeto para o local, um dos últimos trechos da EF Rio d'Ouro ainda com trilhos dentro da cidade do Rio de Janeiro. Mas foi só começarmos a debater e divulgar nossas intenções para ... os trilhos serem removidos e o local desfigurado ! Segundo dizem, alguns dos moradores de rua que frequentavam o local, teriam retirado os trilhos (!!!) para vender o metal (!!!) e, para com o dinheiro arrecadado, comprar drogas para consumo próprio (!!!).
Sinceramente, é algo que não dá pra entender e acreditar. Mesmo que tenham sido estas pessoas, alguém com mais influência estaria por trás dessa ação.

2-Estação Henrique Scheid* (olha a EF Rio d'Ouro aí de novo !)
Durante pesquisas sobre a linha original da EF Rio d'Ouro, nos deparamos com um mapa misterioso, publicado no Guia Briguiet (em 1910 e 1913) onde estão assinaladas tudo quanto era estação e parada ferroviária. Inclusive poderíamos questionar estes mapas, em relação à sua veracidade, mas isso não vem ao caso agora. Continuando, neste documento estão assinaladas as paradas ferroviárias Henrique Scheid e José dos Reis (veja mais abaixo). Henrique Scheid se localizava aproximadamente na esquina da Avenida Dom Helder Câmara com a Rua Ibiraci, um terreno baldio. Entretanto, pouco tempo após nossas pesquisas indicarem o local como sendo de uma antiga parada ferroviária, o terreno foi ocupado e atualmente funciona uma empresa de venda de piscinas, APÓS DÉCADAS E DÉCADAS o terreno estando sem uso e abandonado ! Coincidência ?



O terreno baldio em imagens do Google Earth (2012), e a última feita pelo nosso pesquisador Melekh

 Acima, imagem do Google Maps em Agosto de 2015


*A Estação Henrique Scheid ainda não teve a sua existência confirmada. Apesar de conhecermos documentos que citam a sua existência e aproximada localização, ela ainda não foi de fato confirmada como tendo existido de fato (poderia ser outro nome de uma outra estação, erro de grafia ou identificação, etc)

3-Estação José dos Reis (EF Rio d'Ouro novamente ?)
Assim como a estação Henrique Scheid, acima, esta parece também ter sido dizimada assim que foi citada por nós na internet. Mas aí há uma dúvida: quando começamos a pesquisar sobre o assunto, a localização indicava uma casinha antiga, em um terreno relativamente amplo, como sendo a antiga estação. Outra coisa que indicava isso era uma plaquinha de patrimônio da RFFSA em uma das paredes do prédio. Nosso pesquisador Melekh conversou com um dos moradores, e este confirmou que o prédio teve uso ferroviário. Entretanto, com as pesquisas evoluindo, imagens antigas indicavam que a estação José dos Reis teria sido outro prédio, demolido provavelmente com a urbanização do entorno da Avenida Suburbana. Vejam abaixo:

Mapa antigo indicando a posição da estação
Edição: Carlos Alberto Ramos (Melekh)

Revista de Engenharia (1886)

Foto: Melekh

O fato é que após mais pesquisas e investigações, encontramos imagens que poderiam mostrar o real prédio da estação de José dos Reis, uma casinha possivelmente alugada ou cedida para a ferrovia, fato comum na época.

As setas indicam a possível casa onde funcionava a estação José dos Reis
Fonte: AGCRJ via Adenilson M.de Souza

O fato é que a casinha identificada como patrimônio da RFFSA, sendo ou não a estação de José dos Reis, no mínimo pertenceu ou fez parte de alguma estrutura ou instituição ferroviária no local. Algum tempo depois que iniciamos as nossas pesquisas, o imóvel foi vendido (?) e funciona atualmente uma instituição de ensino de línguas.

4-Estação de (Vila de) Cava (Ah, já sei ! Também da EF Rio d'Ouro, adivinhei ?)
A estação de Cava era um importante entroncamento, onde iniciava o ramal de Tinguá, da EF Rio d'Ouro. Na verdade, os trens que se dirigiam a este ramal partiam de Belford Roxo e seguiam pela mesma linha dos trens do ramal de São Pedro (Jaceruba) até este ponto, onde entravam na linha à direita. Durante uma expedição de reconhecimento e pesquisa do ramal de Tinguá (desativado desde o fim da década de 1960), conhecemos a estação, em raro estilo Missionês simplificado ou Californiano, de acordo com o INEPAC, que tombou o prédio e outras construções adjacentes da estação. O problema é que a estação estava e ainda está em estado deplorável. Descendentes dos ferroviários que trabalhavam na estação moram em perigo constante, com o risco da estação desabar a qualquer momento. Aliás, algumas paredes já estavam ruindo na ocasião.



Imagens feitas durante a nossa primeira visita, em 2013.
Fotos: Eduardo P.Moreira

Após a nossa caminhada, onde vimos até despojos da ferrovia como dormentes e antigos pinos de fixação, comunicamos a diversos órgãos de preservação histórica o estado calamitoso em que encontrava-se a estação. Muito barulho foi feito, processos foram iniciados, matérias de jornal foram publicadas e ... nada aconteceu. Opa, eu disse "nada" ?

Janeiro de 2014, imagem do Google Maps.

Fui alertado por internautas que ... uma árvore havia caído sobre a estação, em imagens de Janeiro de 2014. Ficamos apreensivos, por diversos motivos ! A estação ainda estaria de pé ? Haveria feridos ? Quais as consequências ? Além disso, outra coisa, que direi ao final do parágrafo, nos intrigava. Mas nos apressamos em visitar o local, onde constatamos que não houve perdas pessoais, apenas materiais e de tempo, pois a estação encontrava-se pior que nunca, e nada havia sido feito para evitar. Agora o que nos intrigou mesmo foi ... tanto lugar e direção pra árvore cair e ela cai exatamente sobre a estação ??? E justamente quando não havia ninguém "em casa", certinho, na hora que não havia testemunhas ? Hum ...
Mais detalhes no link aqui do blog:

5-EF Melhoramentos/Linha Auxiliar
Em 2013 fizemos uma das caminhadas mais marcantes que já promovemos: o trecho de serra da ferrovia entre Miguel Pereira e Arcádia. Belíssimas paisagens, ar puríssimo, clima agradável, trilhos ... enfim, um cenário perfeito para uma ferrovia ser reativada, com fins turísticos no mínimo. Seria um sucesso perfeito. Divulgamos os dados coletados durante a expedição, apresentamos propostas e projetos e, como não havíamos concluído o trecho (devido ao horário avançado saímos do leito ferroviário, no meio da mata fechada, e concluímos o trecho por uma estrada de terra) decidimos voltar para concluir. Em outubro de 2015 retornamos e ... constatamos uma série de atrocidades, como dano ao patrimônio ferroviário, histórico, e ecológico, dentre outros crimes. Recentemente publicamos um dossiê completo sobre isso:
http://trilhosdorio.blogspot.com.br/2015/11/a-agonizante-linha-auxiliar.html

Concidência ? Paranóia ? Complô ?
Vamos ficar atentos, mais do que sempre. Forças "ocultas" podem estar nos monitorando, vigiando nossos passos. Tirem suas conclusões ...

sábado, 7 de novembro de 2015

A agonizante Linha Auxiliar

A Estrada de Ferro Melhoramentos do Brazil foi inaugurada em 25 de março de 1898 entre as estações de Mangueira, no atual município do Rio de Janeiro e Belém, atual estação de Japeri, na Baixada Fluminense. Posteriormente ela foi ampliada e estendida para ambas as pontas, chegando à estação de Alfredo Maia (antes de "encolher", pois chegava à Ilha das Moças, próximo à região da Rodoviária Novo Rio hoje em dia) e à cidade de Três Rios, antiga Entre Rios.
 

Página do Relatório Ministerial da Viação e Obras Públicas de 1899



Foi uma ferrovia de certo modo atípica, pois corria paralela e entre algumas ferrovias fluminenses, como a EF Central do Brasil e a EF Rio d'Ouro, anteriores a ela. Havia pontos negativos no seu traçado, como a grande sinuosidade em vários trechos, mas também algumas vantagens: apesar da "concorrência" de outras ferrovias, ela alcançava e cruzava com elas, podendo haver intercâmbio de passageiros transportados.
Entretanto, desde os seus primórdios, a EF Melhoramentos sempre foi "injustiçada", com o perdão da palavra. Logo em 1903, ela foi incorporada à EF Central do Brasil e foi renomeada como "Linha Auxiliar", com o intuito de rebaixar a sua importância. Entretanto devemos lembrar que ela foi obra do grandioso engenheiro Paulo de Frontin, o famosos "Engenheiro sem igual", título que lhe foi atribuído e exemplificado pela própria Linha Auxiliar: uma ferrovia que venceu a Serra do Mar sem necessitar de grandes obras de arte, como túneis. A obra de maior envergadura da ferrovia foi mais que justamente batizada de "Viaduto Paulo de Frontin", construído em 1897 e conhecido como o único viaduto metálico em curva do mundo, tornando-se a mais conhecida atração turística da cidade de Miguel Pereira.

 Viaduto Paulo de Frontin
Foto: Eduardo P.Moreira

Infelizmente esta ferrovia sempre foi menosprezada na sua importância. Teve trechos suprimidos e modificados visando o transporte de cargas. Em outros trechos foi erradicado o transporte de passageiros, e em outros, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, o leito ferroviário foi invadido por comunidades inteiras, com presença de casebres à beira da linha e presença de sujeitos mal intencionados circulando pela linha.

Pessoas consumindo drogas na linha férrea
Foto: Portal G1

Na década de 1990 um dos trechos ferroviários mais lindos do país teve a circulação interrompida. O trecho da Linha Auxiliar após Japeri, a subida da serra em direção à Miguel Pereira, Paty do Alferes e Três Rios. Logo após a paralisação da circulação de trens, parte dos trilhos foram retirados e assim teve fim uma parte desta histórica ferrovia: a ligação das cidades serranas com o Rio de Janeiro.

O famoso Trem Azul passando pelo Viaduto Paulo de Frontin
Foto: Site Maior Viagem

Durante um curto período a RFFSA promoveu viagens turísticas no trecho entre Miguel Pereira e Conrado. Mas durou pouco tempo. Antes do fim da década de 1990, o trem teve os serviços paralisados e deixou saudades em muita gente ...

Em 2013, nós da ONG AF Trilhos do Rio decidimos percorrer o trecho entre as estações de Governador Portella e Arcádia, um trecho de descida de serra de aproximadamente 19 kms, a pé. No dia 22 de setembro subimos a serra, infelizmente de ônibus, e ao invés de descermos em Portella, fomos até a estação de Miguel Pereira, conhecer o grande serviço da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, que mantinha o trecho entre estas duas estações utilizando um Auto de Linha que rebocava um pequeno carro de passageiros estilo Jardineira. Graças a AFPF, este trecho ferroviário se manteve, a duras penas, com trilhos, possibilitando a circulação ferroviária.



 


Auto de Linha da AFPF na estação Professor Miguel Pereira
 Foto: Eduardo P.Moreira (2013)


Auto de Linha da AFPF na estação Governador Portella, em 2013
Foto: Eduardo P.Moreira

Naquele ano, iniciamos a nossa caminhada de fato, e já um pouco tarde, na estação de Governador Portella. Alternando belíssimos cenários e cenas curiosas e às vezes até estranhas, esta foi de fato uma das mais marcantes caminhadas que já promovemos ...

Muitos cortes na rocha são comuns nesta ferrovia


 Assim como a bela paisagem, não sei qual visão é a mais bonita !


 Trecho de mata parcialmente fechada, com a linha ainda preservada


Detalhe do Viaduto Paulo de Frontin, magnífica obra de arte ferroviária !
 Placa indicativa da proximidade do viaduto. Foto no sentido Miguel Pereira


Caixa d'água e ao fundo, a estação de Vera Cruz, atualmente servindo de moradia

 Imóvel sendo construído junto ao leito ferroviário, desrespeito total !

O belíssimo Rio Santana ...
... e vale por onde ele segue oferece paisagens de tirar o fôlego
Placa de área de proteção da Mata Atlântica

Imagem maravilhosa, que poderia ser vista do trem ... #sqn não tem trem

Esta é considerada por mim a imagem mais bonita que já fiz em nossas caminhadas.
 Todas as fotos desta sequência: Eduardo P.Moreira

Devido a diversos motivos, a caminhada teve que ser interrompida. O horário já estava avançado, e no ponto onde estávamos, a mata foi se fechando e o céu escurecendo, tornado perigosa a nossa caminhada. Apesar das dificuldades, do local muito isolado e da mata fechada, que nos obrigou a engatinhar em alguns pontos, ainda tivemos uma grata surpresa: encontrar a plataforma da estação de Engenheiro Adel, antiga Monte Sinai, nome de uma antiga e grande fazenda local. Conseguimos encontrar uma saída, descendo o morro e passando por uma propriedade particular, que possuí uma ponte sobre o Rio Santana, nos possibilitando seguir em uma estrada de terra até Arcádia.

 Vejam o nosso grupo à direita, e ao fundo o trecho de mata fechada. E o dia acabando e escurecendo ...

Além de todas as dificuldades, ainda enfrentamos uma barreira de pedras que desmoronaram
 E mata fechada não era força de expressão ...

Chegando a Engenheiro Adel, a caixa d'água que abastecia as "vaporosas"
E a plataforma da estação de Engenheiro Adel, antiga Monte Sinai
Após desviarmos o caminho por uma ponte em uma propriedade particular, avistamos no morro uma ponte ferroviária. Ficamos de voltar e passarmos por ela ...

Naquele dia chegamos sãos e salvos à Arcádia e, tirando os carrapatos que pegamos pelo caminho (eu peguei 42 !), a caminhada foi um sucesso e plenamente compensativa. Mas ficamos de voltar para completar o trecho e ir além ... e esse dia chegou: 01 de novembro de 2015.

Nesse intervalo, muita coisa mudou, e aparentemente para melhor: a OSCIP Amigos do Trem entrou com um projeto junto com a prefeitura de Miguel Pereira, DNIT etc de implantar uma Litorina (veículo ferroviário automotriz) para percorrer o trecho serrano da Linha Auxiliar. Primeiramente no trecho que era mantido a duras penas pela AFPF, entre Governador Portella e Miguel Pereira. Posteriormente, e dependendo de parcerias e boa vontade política, o trajeto seria ampliado. Recebi também informações de que a prefeitura tem a intenção de criar um parque ecológico linear no trecho, uma boa iniciativa de reflorestamento e preservação ambiental. E com o trem passando pelo trecho, melhor ainda ! Vamos aguardar e torcer então ...

Curiosamente, estávamos combinando de promover uma expedição em diversos destinos, mas do nada pensamos em retornar ao trecho que não completamos em 2013, mas indo além: caminharíamos de Vera Cruz (no viaduto Paulo de Frontin) até Conrado, aproximadamente 16 quilômetros de distância. Marcamos quatro pontos de encontro: um na Central do Brasil, outro em Japeri, outro em Barão de Javary e outro no próprio viaduto. Encontrando todos os participantes, iniciamos a nossa caminhada, para o meu pavor pois tenho acrofobia, no grandioso Viaduto Paulo de Frontin, com seus exuberantes 82 metros de extensão e 32 de altura, equivalente a um prédio de mais de 10 andares.

Havia várias pessoas praticando rapel e outros esportes radicais no viaduto, que se misturaram a nós na travessia
Todas as fotos abaixo inclusive esta acima: Eduardo P.Moreira

Estávamos cheios de expectativas nessa caminhada, e já preparados para o que já havíamos visto em 2013, passamos pelo viaduto e constatamos que o trecho encontra-se mais abandonado que nunca, com o mato ocupando tudo, e mais e mais cercas de arame limitando o acesso, como se o leito ferroviário fosse o quintal de casa, algo particular ...

 A mesma placa de 2013, agora ainda mais encoberta pela mata ...

Uma das inúmeras cercas de arame, limitando o livre trânsito

Já sabíamos que encontraríamos as estações de Vera Cruz servindo de moradia, a estação de Monte Líbano apenas com a sua plataforma semi-destruída, mas a partir dali, as surpresas foram bastante desagradáveis. Isso falando modestamente ...

  A plataforma da antiga estação de Monte Líbano


A belíssima paisagem recompensando o nosso empenho

Contrastando com alguns problemas, como esta grande pedra que caiu sobre o leito ferroviário


Ou este desprendimento rochoso às margens da antiga ferrovia

Entretanto, nada se compara com o que vimos pela frente ... lembram-se deste ponto ? O nosso grupo ao fundo, se aproximando do trecho de mata fechada, percorrido em 2013 ?

Ao invés de mata fechada ... destruição !

Trilhos arrancados ...

 Até o trecho onde havia um desmoronamento de pedras e atravessamos ... estava desbloqueado !


Passaram máquinas que arruinaram ainda mais a ferrovia !

E danificaram obras de arte, como este bueiro, atingido por uma grande pedra !


Cenário de desolação total ...

 Além do crime contra o patrimônio histórico e ferroviário, onde vimos até trilhos recentemente cortados com maçarico ...


... um crime contra o meio ambiente, com árvores derrubadas e até queimadas !


Chegamos a Engenheiro Adel, indicada pela sua grande caixa d'água 

 Vejam a diferença do terreno entre 2015 e 2013 (abaixo). Que estrago !

E aquela ponte grandiosa que avistamos do outro lado do Rio Santana em 2013 ? Dá vontade de chorar ...


 Além de inutilizarem a ponte, danificaram a estrutura da sua cabeceira com a queda de material rochoso, e além disso, obstruiram a queda d'água que ali existia em dias de chuva, algo criado para evitar a erosão no trecho e que arriscaria o tráfego de trens em dias de tempestade.

Um estrago sem tamanho ... sem definição !


Coincidentemente, localizamos exatamente na área da propriedade onde desviamos o caminho em 2013, máquinas como tratores e retro-escavadeiras, usadas no arruinamento da ferrovia e do meio ambiente.



Sem estômago para publicar mais nada, apenas digo que os estragos continuam por uns dois quilômetros após este ponto, com a linha adentrando um trecho de mata preservada, mas com cercas e até residências construídas sobre o leito ferroviário. Perante a nossa indignação, perguntas que ressoam nas nossas mentes ?

1-Quem cometeu tal atrocidade ?
2-Com qual intenção ?
3-Como um trem passaria novamente neste local se o leito foi arrasado ?
4-Como se faz um parque ecológico, com esta devastação ambiental ?

Enquanto respostas não são dadas, nós continuaremos na luta: por um estado melhor, por um pais melhor, literalmente nos trilhos. Tanto do passado, quanto do presente ou do futuro. Ninguém tirará nossas forças nem nos tirará da linha. Aguardem ...

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